Família, dívida e saúde mental: um plano de proteção
Quando o problema já se instalou, três frentes precisam andar juntas — este é o mapa integrado.
Quando as apostas saem do controle, três incêndios ardem ao mesmo tempo: o dinheiro, os vínculos e a cabeça. Apagar um só não resolve — o plano precisa integrar as três frentes.
Frente 1 — Estancar (semana 1): autoexclusão centralizada no gov.br; aplicativos removidos e senhas apagadas; limites de Pix e cartão reduzidos no banco; uma pessoa de confiança informada e envolvida. Sem essa frente, as outras duas vazam.
Frente 2 — Reorganizar o dinheiro (semanas 1 a 4): mapa completo das dívidas (credor, valor, juros, parcela); orçamento de sobrevivência protegendo moradia, comida e contas básicas; negociação com método — Procon, consumidor.gov.br e, para o superendividamento, a repactuação em bloco da Lei nº 14.181/2021. Nenhum empréstimo novo para cobrir aposta antiga; nenhum “recuperador de perdas”.
Frente 3 — Cuidar da cabeça e dos vínculos (contínuo): UBS como porta de entrada, CAPS para casos intensos, grupos de apoio mútuo como sustentação semanal; na família, conversas sem humilhação e acordos claros sobre dinheiro; para quem apoia, limites saudáveis e cuidado próprio — CVV 188 atende familiares também.
Marcos realistas: primeira semana, acesso cortado; primeiro mês, dívidas mapeadas e cuidado iniciado; terceiro mês, acordos andando e rotina nova ocupando o lugar da aposta. Recaída, se vier, é sinal de retomar o plano — não de rasgá-lo. E em qualquer ponto de desespero agudo: 188, 24 horas, de graça.
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Caminhos imediatos · Autoexclusão · CVV 188 (24h) · SAMU 192.